sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Recordar é viver...

Recordar é viver - como já dizia um antigo samba da Imperatriz Lopoldinense, lá de Ramos, bairro em que Fernando Pangaré morou 21 dos seus 25 anos de Rio de Janeiro...





Matérias do ultramaratonista Fernando Pangaré no jornal O POVO - terceiro e quarto trimestres 2009.







    TERCEIRO TRIMESTRE ABAIXO.
Fernando Pangaré.
DIA DA IMPRENSA
Neste 10 de setembro, Dia da Imprensa, gostaria de parabenizar, em nome da comunidade brasileira de ultramaratonistas, O POVO, que, em seus 81 anos de indefectível jornalismo, tem procurado se pautar de forma democraticamente íntegra em prol da construção de uma sociedade cearense mais consciente e menos desigual.
Na minha condição desportiva, por diversas vezes – República Tcheca/2005, Chile/2008 e Colômbia/2009 seriam dois bons exemplos pessoais - pude atestar a impessoalidade da ação jornalística do jornal.
Felicitações a todos que fazem parte desse brilhante trabalho.
Fernando Pangaré
Fortaleza-CE







  • PANGARÉ DISPUTA 10 KM DE NATAL NESTE DOMINGO O maratonista Fernando Pangaré embarca hoje para Natal, onde estará competindo, domingo, nos ``10km de Natal``. A prova faz parte das comemorações do aniversário de 70 anos do jornal Diário de Natal.
PANGARÉ FICA EM 13º NA ARGENTINA
O ultramaratonista Fernando Pangaré assegurou uma 13ª colocação geral na & # 39;& # 39;Ultramaratona Internacional 24 Horas de Trelew& # 39;& # 39;, disputada na Argentina. Pangaré foi quarto lugar na sua categoria de 40 a 44 anos. Para este ano, ele ainda tem duas provas previstas: a Meia Maratona de Natal, dia 22 de novembro, e a Maratona de Belém, prevista para o dia 29 de novembro.

Forrest Panga

O ultramaratonista Fernando Pangaré, carioca radicado no Ceará, pode ser considerado um Forrest Gump das pistas. ``Desenrolado``, viaja o mundo colecionando amizades e histórias inusitadas, sempre com dinheiro curto

Ciro Câmara
cirocamara@opovo.com.br
31 Out 2009 - 20h19min

A vida Fernando Pangaré corre na velocidade dos causos. Alguns, de tão fantásticos, clamam por comprovação, tamanha a possibilidade de caírem no fantasioso. Aos 43 anos já foi o Diabólico, olheiro de boca de fumo, marinheiro, faxineiro, personagem do Jornal Nacional e, polvilhando tudo, corredor. No ritmo das passadas rodou o mundo. Angariou tantas amizades e histórias para contar que faz lembrar outro personagem, bem mais famoso: Forrest Gump.

O Pangaré é atleta, ultramaratonista, corre períodos de até 48 horas. O Forrest Gump cearense provavelmente já cruzou com você num dos intermináveis treinos. Por aqui, no O POVO, geralmente passa em notas rápidas que registram feitos, andanças, aventuras. Informações que ele envia, com voz frenética ou através de e-mails rebuscados. Hoje tem uma página dedicada a ele.

O nosso ``contador de histórias`` parece ter muitas vidas. Na principal delas, nasceu no Rio de Janeiro. Sempre adepto da correria, chegou a ser atropelado aos seis anos e trabalhou como olheiro de boca de fumo, na época em que seu pai já havia deixado a família. ``Quando eu era moleque tinha o apelido de Diabólico, por correr muito``. A primeira competição foi aos 13 anos, uma prova de 1.500m. ``Caí no meio do caminho, de fome. Mas foi a semente da coisa``.

Depois serviu à Marinha, se formou em Pedagogia e correu em maratonas até bater no Ceará. Quer dizer, em uma cearense. Foi num encontro de faculdade em Fortaleza, em 1991, que Fernando conheceu Eunice, também professora. ``Conheci e amei. Fui pro Rio, peguei as malas e voltei``, conta ele, casado com Eunice desde então.

Aqui se dedicou às ultramaratonas. E quase se matou para ter o nome no Guinness Book, o Livro dos Recordes. Tentou ser o primeiro a correr por um ano. Foram 10 mil km divididos em 730 trechos & média de dois por dia. Fechou a façanha com a Maratona do Rio de 1995, quando virou personagem de Marcos Uchôa, da TV Globo, e incorporou o apelido. ``Fernando é Pangaré, mas não é burro``, soltou Uchôa em cadeia nacional.

E, espertamente, Fernando Luciano Barros Xavier virou Fernando Pangaré.

Mas não teve a marca certificada pelo Guinness Book & a federação local não acompanhou os treinos dele para homologar o feito. Mesmo assim, aumentou a façanha nos dois anos seguintes, correndo, ao todo, 36 mil km. ``Se você me der grana hoje eu não reedito. Era animalesco``, diz.

Cidadão do mundo
A partir daí vieram as viagens por todo canto. Conheceu 11 países sempre na base da camaradagem de amigos que mantém pela Internet. ``Tenho blog, Orkut, Twitter, Facebook, Hi5 e Tagged``, pontua, citando os sites.

Pangaré aprova a comparação com Forrest Gump. ``Tem tudo a ver. As histórias surgem a partir do momento em que você viaja nas piores condições. Eu fui agora para a Argentina pela sétima vez e nunca fiquei num hotel, só em casa de amigo``. Pangaré até mostra admiração pelo personagem vivido por Tom Hanks no cinema. ``O cara que vive experiências é um cara muito feliz``. Então corre, Forrest Panga!

E-Mais

> No processo de produção desta matéria, Pangaré enviou 17 e-mails para o repórter. Um deles continha 7.590 fotos do atleta.

>Pangaré fala português e espanhol. Em inglês, apenas frases de socorro como ``no have money`` (não tenho dinheiro).

>Durante sessão no Passeio Público, para reprodução de foto igual a do cartaz do filme Forrest Gump (foto), Pangaré esqueceu o celular ali. Retornou depois e achou o objeto. Lógico, ligou para O POVO para contar a novidade.

> Ele é patrocinado pela Expresso Guanabara, construtora Marquise e Prefeitura de Fortaleza.

> As andanças de Panga estarão no livro que ele quer lançar em 2010. O título será Brno, cidade checa onde correu o Mundial de 48 horas, em 2005.

Ô sofrimento!

31 Out 2009 - 20h19min

Eunice não corre nada, mas já conheceu meio mundo através dos relatos de Pangaré. Esposa do ultramaratonista, ela acompanha - e sofre - com os passeios do marido. ``Eu admiro, mas é muito sofrimento até pra mim. Hoje menos porque nossos filhos já estão maiores, mas antes era horrível``, admite, citando os filhos Eduardo (24), Ivo (17) e Íris (16). Ela já pensou em obrigar Panga a pendurar os tênis. ``Só que isso tiraria parte da vida dele. Mas ele sabe balancear``, garante.(CC)

Ele é mala, mas é meu amigo

31 Out 2009 – 20h19min

Pangaré é pedagogo, mas poderia facilmente lecionar marketing pessoal. O ultramaratonista leva a sério o lema do insistir e não desistir na luta por cravar espaço na mídia. Muito antes das assessorias de imprensa ele já perseguia jornalistas para divulgar seu nome. São ligações, visitas e trocas de e-mails na busca por espaço.

Ele até que se considera um pouco ``mala`` - ``É, tem isso sim``, reconhece -, mas diz saber vender seu peixe. ``É difícil você ter um competidor que corre 24, 48 horas em um Estado em que, no máximo, se corre meia-maratona (21km). E a coisa meio louca de ter esses elementos complicadores que aparecem nas viagens``, justifica. ``Eu vendo um produto que acredito. A minha relação com o ato de correr é uma crença``, garante.

Mas ele afirma que a fama de desenrolado acaba prejudicando. ``Não me apoiam porque pensam que mesmo assim eu vou lá e consigo. Se eu tivesse uma imagem de coitadinho teria apoio``, diz.

Ele questiona as prioridades dos diretores esportivos locais na concessão de patrocínios. ``Cada vez que faço um resultado, mais eles ficam injuriados``, alfineta. (CC)

Professor dedicado e de boa oratória

31 Out 2009 – 20h19min

O estilo extrovertido já levou Fernando Pangaré a rodar o mundo. Porém, não foi o suficiente para o fazer passar da biblioteca para a sala da diretoria do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) de Messejana, onde trabalha. Pangaré concorreu por três vezes ao cargo de diretor da escola, mas nunca chegou em primeiro na corrida.

Professor deslocado para a biblioteca, Pangaré admite que sua lábia não foi suficiente para convencer alunos e professores e joga a toalha. ``Eu sou melhor correndo do que na urna``. Na última vez em que tentou a vaga ele perdeu para a amiga Sandra Pedrosa, que classifica Pangaré como um professor dedicado.

``Nos conhecemos há 15 anos e ele sempre foi essa figura irreverente e muito inteligente. Como ele possui uma boa oratória e é evangélico, consegue fazer um trabalho até mais espiritual com os jovens``, aponta Sandra. (CC)

MUITO OBRIGADO O POVO
Encontro-me em Acaraú, treinando para meus dois últimos compromissos da agenda 2009: Meia Maratona de Natal, 22/11; Maratona de Belém, 29/11. E foi aqui que tive acesso, com uma alegria enorme em minh'alma, à matéria que O POVO veiculou, no domingo passado, sobre a minha pessoa.
É bem verdade que já fui noticiado no jornal algumas outras vezes, afinal, só de Ceará, tenho 18 anos.
Entretanto, com tamanha magnitude, ocupar uma página de um espaço precioso num domingo, é uma experiência totalmente única. Soube eu que, até minha filha, aluna de um renomado colégio em Fortaleza, foi abordada pelos seus colegas, tendo até chorado.
Muito obrigado, meus apoiadores. Muito obrigado, O POVO, aquele que tantas comoções já me permitiu viver.
Forte abraço ao editor Rafael Luís e a toda a equipe do Esporte do que se fez presente na confecção da ``nossa`` matéria.
Fernando Pangaré
Fortaleza-CE

Fala, cidadão

12 Dez 2009 – 14h53min
PARABÉNS GEORGIA
Comoveu-me, extremamente, a leitura na edição do O POVO do último dia 11 de dezembro, na matéria que dá conta do primeiro lugar obtido & com um trabalho tratando da religiosidade cearense -, em São Paulo, pela repórter fotográfica Georgia Santiago, por ocasião da quarta edição do disputadíssimo Prêmio Abraciclo de Jornalismo.

Tive a experiência, em outubro passado & tanto no Ceja Professor Milton Cunha, onde atuo como professor estadual, quanto no Passeio Público -, de ser clicado por ela, no processo de confecção da matéria que O POVO, em 1/11 veiculou acerca da trajetória desportiva que venho empreendendo desde 1980.

In loco, verifiquei tratar-se de uma profissional de closes afiados e compenetrados, além de um ser humano dócil e gentil, características que nem sempre vi em profissionais da área - em países onde, porventura, estive representando nossa Capital e, às vezes, nosso País.

Como educador e desportista, eu felicito O POVO - por ter, em seus quadros, uma fotógrafa que, apesar de uma experiência pouco extensa ainda, já mostra, com apurada técnica, ao que veio, bem como à própria laureada, ficando no desejo e na torcida de que o prêmio que ora merecidamente chega às suas mãos possa & como primeiro de uma sequência que, certamente, sua qualidade e zelo fotográficos hão de construir - alavancar e impulsionar firmemente seu horizonte profissional, afinal, como a própria asseverou, são apenas três anos de estrada. Muito que crescer, portanto!
Fernando Pangaré
Fortaleza-CE

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