terça-feira, 19 de outubro de 2010

Acerca da Maratona do Sol Poente.

Criticidade e experiência sempre se traduzem, na vida do ultramaratonista Fernando Pangaré, em intervenções.
Ao ler alguma coisa acerca da Maratona do Sol Poente em um blog local, ele fez um contraponto.
O que estava escrito:
" Infelizmente, apesar de toda a minha torcida e esperança, a Maratona do Sol Poente deixou muito a desejar nesses pontos, para quem correu os 42 ". 


'Panga' viu dessa forma:
" Nunca cri que funcionaria a contento a logística da prova.
O atleta não erra em sua primeira imersão na distância? Ou tô errado? Eu vi neguinho andando antes da meia maratona. Como esse velha-guarda deve ter sofrido! Não ensinaram a ele que a maratona começa a partir do km 30?
A organização até que tentou. Errar é humano. Repetir o erro em 2011 já vai ser inaceitável.
Apesar das falhas, ainda funcionou melhor que Teresina, que - ao contrário do Sol Poente, na qual, quem pagou teve direito a reclamar -, em sendo de graça, nem pôde receber as reclamações dos que aguentaram 40 e tantos graus na moleira!
Eu só torço para que um debutante com uma experiência enormemente negativa no sábado passado não se sinta desestimulado a reencarar os 42.195 ms, o que, em linhas geraís, seria malíssimo, tendo em vista uma cultura local que só se apetece em distâncias pequenas, a qual, desde 1991, tento compreender. Sem êxito contudo.
E também desejo (nossa missivista deve comungar desse desejo, eu penso) que algum eventual leitor que se apetece nos 10 kms da vida (há gosto para tudo...), ao ler esse triste relato, não resolva, covardemente, continuar bem longe da Magna Distância
Observo aos que eventualmente desejem mesmo correr uma maratona de qualidade que, ao invés de investirem na Meia do Rio em agosto, passem por lá um pouquinho antes, em julho, no inverno (19C). Saberão o que é maratona com M maiúsculo: hidratação, carboidrato, staff humanizado, respeito ao espaço físico do atleta, beleza insofismável do percurso e gente amiga fazendo aquele corredor humano a partir do km 30, no Leblon. Achou pouco? Que tal uma chegada no Aterro do Flamengo, feito pelas mãos do Carlos Lacerda, que, apesar de ser inimigo do Brizola, nisso, inquestionavelmente, acertou.  Quanta grama. E grama fofinha, verdinha. Aliás, por falar nisso, a grama de Fortaleza eu ainda não vi.
Em caso de dúvida ou de se pensar em um pseudo-bairrismo da minha parte, vai lá, prova e diz se estou mentindo".
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