segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Pangaré retruca leitor piauiense.

Cruz Nonata em edição passada da Volta da Cajuína.
Acerca da participação da piauiense Cruz Nonata na São Silvestre 2009, em um site do PI, um leitor vociferou contra aquilo que, de certo modo, seria uma espécie de preconceito.
O ultramaratonista Fernando Pangaré retrucou-lhe parcialmente. Vejamos:

A atleta piauiense Cruz Nonata da Silva, que representou o Piauí na Corrida de São Silvestre após vencer em dezembro a III Volta da Cajuína, em Teresina, terminou a prova em quinto lugar. O ranking com as cinco primeiras foi exibido pela TV Globo, mas o apresentador Kleber Machado não conhecia a atleta e só mencionou seu nome, sem dizer o Estado.
Cruz Nonata, que venceu a Volta da Cajuína em 2009, já havia sido vice-campeã dessa prova em 2007 e se dizia otimista em relação à tradicional corrida de rua realizada em São Paulo na véspera do ano novo.
“Foi ótimo ter participado da III Volta da Cajuína. Meu objetivo era conseguir o primeiro lugar e esse ano, eu consegui”, afirmou. Cruz Nonata havia ganho R$ 8 mil na Volta da Cajuína e agora se consolida como a melhor corredora piauiense da atualidade.
Ela tem dificuldades de obter patrocínio no Piauí, assim como a hoje aclamada judoca piauiense Sarah Meneses. Cruz Nonata chegou a viajar para competir, antes da Volta da Cajuína, com dinheiro emprestado de parentes.

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Não é bem por aí, Edmundo.
Prezado leitor Edmundo, não se indigne com o fato de o locutor da Globo desconhecer a Cruz Nonata. Atletismo não é e nunca será a praia da nossa imprensa desportiva.
Se nem o Poder Público ou o Capital Privado piauiense a reconheceram, quanto mais alguém que só se aproxima do atletismo no último dia do ano.
Estados atrasados são assim. Não seguram seus atletas, não lhes possibilitam condição de treinabilidade e competitividade. Como consequência, as potencialidades desportivas vão embora.
Cruz Nonata saiu fora. No passado, José Teles e Valdenor Pereira também optaram por tentar a sorte longe do Piauí.
No Ceará, não é diferente! Sobram hipocrisia e insensibilidade por parte tanto das autoridades desportivas estaduais quanto da federação local de atletismo.
Enquanto o esporte for pensado e gerido de forma arcaica e provinciana, não teremos luz no final do túnel.
Um forte a todos que fazem o 'MEIO NORTE', bem como, a cada corredor(a) de rua piauiense.
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