segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pangaré esclarece dúvida com especialista português.

Querido Raul Oliveira, gostaria da sua orientação, tendo em vista uma calcificação no meu tendão de aquiles diagnosticada, pela primeira vez, em 2002, quando eu já tinha vinte e dois anos de estrada (nunca vivi financeiramente do atletismo, mas, durante muito tempo, tive uma rotina de treinabilidade de profissional, correndo 200 e tantos kms semanais).
À época, o ortopedista não creu que eu, com aquele problema, de modo exitoso, viesse a migrar da maratona para a ultramaratona, o que terminou ocorrendo, tendo em vista que, sob a incredulidade do ortopedista, eu debutei numa prova de 24 horas em salvador e corri 149 kms, sendo o sétimo geral na prova.
Ele só me receitou o arcoxia porque eu insisti em que necessitaria de uma medicação forte que pudesse me ajudar, já que eu teria que encarar 24 horas de impactação.
Esse mesmo ortopedista, de certo modo, me desalentou, dizendo que, por se tratar de cronicidade, eu não obteria resposta positiva no tratamento convencional (medicação e fisioterapia) e também não me aconselhou cirurgia (mesmo que o fizesse, eu não o seguiria).
Ocorre que, mesmo mediante esse quadro constatado em 2002, eu consegui ''negociar'' bem com o meu tendão, sem ter maiores problemas, salvo uma pequena crise em 2008, rapidamente superada data da primeira e única ressonância magnética que fiz, que constatou calcificação bilateral, sendo que historicamente o lado direito nunca me incomo ao ponto de me fazer para de correr).
Para minha tristeza, agora em maio, após trinta e um anos de estrada (comecei a correr em 1980), pela primeira vez, conheci uma contusão que me fez parar de correr: o tendão de aquiles apresentou um quadro de dor, no final de maio, após um treino de qualidade (velocidade: algo raro para o ultramaratonista) de 80 minutos, que me levou ao ortopedista. Diclofenaco não funcionou. Nem etodolaco. Nem deflazacorte. Na verdade, essas medicações me deram uma resposta inicial e, depois, o corpo ficou meio cauterizado, penso eu.
Fiz seis sessões de fisioterapia também.
Com tudo isso, consegui trotar levemente utilizando-se piso menos agressivo (algo como grama).
Ontem, decidi encarar a Maratona de Recife (já estava inscrito há bastante tempo e com as passagens de ônibus custeados por um patrocinador). A performance foi medíocre, é claro. Fiz 3:59:33, já que a eficiência biomecânica, nesse caso, fica comprometida bastante.
Pior foi no final da prova, assim que o sangue esfriou... Que dor!
Consegui dar uma melhorada com o FLEXALGIN (PARACETAMOL +CAFEINA +DICLOFENACO DE SODIO +CARISOPRODOL)
Retornei hoje ao médico e pedi que me receitasse o arcoxia (no passado, ele me possibilitou seguir correndo), o que ele fez (passou-me o de 90 mgs), mediante receita médica, já que, agora, ele não mais é vendido liberalmente.
O mesmo médico pelo qual hoje fui atendido me disse que eu deveria me preparar para a possibilidade de ter que ficar longo tempo parado. Chegou a falar em algo como seis meses (algo impensável por completo, a meu ver)!
Aguardo sua orientação.
Felicitações pelo belíssimo trabalho prestado aqui.
Fernando Pangaré.
Professor do Centro de Educação de Jovens e Adultos Professor Milton Cunha.
* Pangaré, presentemente, aguarda resposta do fisioterapeuta.
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