CRONOLOGIA DO PANGA.

36 ANOS... NA ESTRADA E NA LUTA...

Pangaré nasce, na Tijuca, RJ, no dia 25 de outubro de 1966, FERNANDO LUCIANO BARROS XAVIER, filho do Seu José Xavier Neto, alagoano, e da Dona Alice Barros Xavier, pernambucana.
No atletismo, tem uma história pouco comum: meio atípico e anômalo! 
Em 1979, dá-se, no Colégio Professor Clóvis Monteiro, em Higienópolis, seu primeiro contato formal com uma prática desportiva: Ginástica Olímpica. Isso mesmo! Não teve muito êxito. Treinou alguns meses e abandonou o plinto.
Em 1980, começa, aos 13 anos, sem qualquer estímulo externo, de repente, do nada, a correr...
Alguns dizem que teria sido algo advindo das aulas de Educação Física, na Quadra Azul, em Olaria, na qual, eram feitas essas aulas. À época, o responsável pelas aulas de Educação Física era um um professor sedentário, fumante e que apenas se limitava a dar ordens a fim de que os alunos, sob o sol do meio-dia, ficassem correndo, dando voltas no quarteirão. Que exemplo, hein?
E, em 1980 - já com espírito de liderança! -, organiza uma equipe de cinco pessoas: ele, Marinho, China, Carlos Alberto e Alexandre Bebê (este último, falecido tempranamente).
Assim, lança-se no desafio dos 1500 metros rasos, em Deodoro, na Vila Militar, no RJ. Não consegue êxito! Não completa a prova...
Porém, não desiste; persiste e vai em frente...
Em 1981, entra pela primeira vez no campus da UFRJ, na Cidade Universitária, na Ilha do Fundão. Passa a correr - ou, pelo menos, tenta - mais ordinariamente.
Em 1982, começa nas provas de rua, estreando num 10 kms que homenageava o centenário das Igrejas Batista no Brasil. Tenta o futebol de salão, no Colégio Pedro II. Até disputa um torneio inter-classe, sendo campeão e tendo, como professor de Educação Física, o então juiz de futebol em atuação, Arnaldo César Coelho.
Pangaré corre sem qualquer equipamento específico. E com catapora. Isso mesmo! Doença contagiosa. 
Em 1983, engaja-se em um projeto de treinamento desportivo da Federação de Atletismo do Rio de Janeiro, que funcionava no Estádio Célio de Barros. Pagava uma pequena mensalidade. Foi seu ano de conclusão do então Segundo Grau.
Em 1984, o seu primeiro tênis de corrida: un Nike Yankee, comprado com o dinheiro de um bico que fazia numa academia, no bairro da Freguesia, na Ilha do Governador.
Em 1985, cumpre seu serviço militar na Marinha do Brasil, onde só permanece por um ano. Tinha interesse em permanecer, todavia, o fato de ter sido reprovado em um teste físico no Centro de Educação Física Adalberto Nunes (CEFAN), bem como, sua aprovação para Pedagogia no disputadíssimo vestibular da UFRJ, o demovem desse intuito. Faz sua estréia em maratona, no Rio, no antigo, nostálgico e vespertino percurso que largava no Leme, passava pela Urca, Aterro, Botafogo, Perimetral, Copacabana, Ipanema, Leblon e chegava no mesmo Leme! Êh saudade... Seu tempo na estréia pode ser considerado promissor: 3'33"34.
Em 1986, uma grande mudança em sua vida e carreira desportiva.
Entra para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sendo recebido, pelo Professor César Gomes do Couto, na equipe de corrida rústica da instituição.
Passa a treinar duas vezes por dia e, logo, apresenta um desenvolvimento excepcional!
Já em 1986 -todavia, sem ainda uma resposta dos treinos do Professor César Couto), em Santos/SP, baixa, pela primeira vez, de 3 hs na maratona! 2'58''15 foi o seu tempo.
Na sequência, 3'06''25 na Maratona do Rio.
Em 1987, marca o seu melhor tempo em maratona: 2'42''06 também em Santos (SP). Com total apoio da UFRJ, inicia um período de quatro (4) anos de competições no Espírito Santo. Daí até 1991, a UFRJ JAMAIS LHE NEGARÁ ALGUM PLEITO.
Em 1988, nenhuma maratona sequer! Ano em que chegou a correr, em algumas semanas, perto de 240 kms!!!
Em 1989, seu primeiro e único abandono em corrida de rua: Maratona de Dourados/MS. Quebra no km 33.
Em 1990, marca o excelente tempo de 2'48''49 em sua segunda maratona no Espírito Santo.
Em 1991 - ano em que, em junho, faz 2'54''15 na Maratona do Rio -, ao participar do Encontro Nacional dos Estudantes de Pedagogia, em Fortaleza, numa quinta-feira em que, junto a um ex-colega de turma, então docente da UNIR, decide deixar os compromissos e ir à praia, conhece, na Prainha - Aquiraz, essa que hoje é sua esposa e, ao voltar ao Rio, decide se mandar para o Ceará.
A partir de então, sua carreira sofre uma guinada radical!
Faltam-lhe apoio e patrocínio...
Mas não lhe falta a vontade e o desejo de permanecer de pé, correndo... Entre 1991 e 2001, vive uma hibernação competitiva em relação à maratona (e, entre 1996 e 2001, nada corre; nada mesmo).
Em 1992, só faz duas (2) competições.
Em 1993, suas duas primeiras vitórias - ambas fora da capital - em corridas de rua cearenses: Maracanaú: 6 kms; Campos Sales: 10 kms.
Em 1994, inicia o trabalho visando a sua inclusão no Guinness Book. Corre 10.000 kms subdivididos em setecentos e trinta (730) etapas. Ganha sua terceira competição no Ceará, em Acaraú: 9kms.
Em 1995, logo em janeiro, finaliza a primeira etapa do trabalho visando sua inclusão no Guinness Book: os citados 10.000 kms. É alvo de reportagens no Jornal Nacional e Globo Esporte. O apelido 'pangaré', a partir de então, começa a pegar.
Em 1996, também em janeiro - devido a um problema mecânico, nas cercanias da Praça Mauá, no monza hatch de seu primo (no qual estava, a caminho do Leme, eventual local da gravação da matéria) -, desperdiça, involuntariamente, uma chance única: inserção no Esporte Espetacular. Foram mais 13.000 kms nesse segundo anuênio (1995/1996). Inicia um jejum de cinco (5) anos sem participação em nenhum tipo de prova de pedestrianismo.
Em 1997, apenas treina. Em fevereiro, chega ao fim o trabalho que intentou pô-lo no Guinness. Mais 13.000 kms percorridos. Viaja para Itália, Egito e Israel, aonde, no "DESAFIO DO SÉCULO", desfecharia o triênio de luta e labuta. A largada seria em Netanya, no Mar Mediterrâneo. A chegada, em Jerusalém. Aluga um fiat uno - que funcionaria como carro de apoio - com um colega de viagem, de Brasília, e compra comida e bebida. O tal colega some. Pangaré se perde em meio a estrada. Desiste, em Televiv - e sem nenhum centavo! -, dos 94 kms que separariam Netanya de Jerusalém.
Em 1998, apenas treina.
Em 1999, apenas treina. E 'tenta ser' - sua praia era, e sempre foi, outra - diretor de escola. Durante dezesseis (16) meses, fica a frente da Escola Maria Menezes de Serpa, no Distrito da Prainha, em Aquiraz, aquela onde conheceu sua esposa.
Em 2000, apenas treina.
Em 2001, depois da tal década de hibernação, ele retorna à 'sua prova', fazendo 3'46 na Maratona de São Paulo 3'46. A partir de então, sua carreira REENGRENA - pode-se assim dizer.
Em 2002, corre mais quatro maratonas e algumas provas menores, iniciando o desafio da ultramaratona: encara os '50 kms' de Rio Grande (RS) - 4'26 - e as '24 horas' de Salvador (BA) - 149 kms - sétimo geral.
A partir daí, a ultramaratona fica sendo o mote da sua vida...
Em 2003, corre nove (9) provas e, como terceiro colocado geral, ganha um tênis, em Mesquita, Rio de Janeiro, nas '24 Hs do Rio', atingindo 151 kms. Tênis esse nunca recebido. Em Goiânia (GO), com 144,54 kms, obtem o quarto lugar geral.
Em 2004, corre doze (12) provas. Eis o ano em que o ultramaratonista mais corre dentro do Ceará: sete (7) inserções! Com 157,3 kms, em dezembro, na capital bahiana, bate seu recorde pessoal nas '24 horas. Ganha R$ 200,00 como primeiro colocado na categoria 30/39 anos. Dinheiro esse nunca pago.
Em 2005, apenas sete (7) corridas foram feitas. Faz sua estréia em provas internacionais, correndo a sua primeira - e única, até agora - prova de '48 horas', na República Tcheca, em Brno. Com 136,562 kms, é o quadragésimo colocado! Registre-se, a fim de justificar tão diminuta performance, uma infecção respiratória pesada, devido ao frio, tendo em vista um descuido seu na véspera da competição, a saber: com seu amigo Jiri Hofman, no carro deste e a pedido do próprio Pangaré, um passeio pelas geladas montanhas tchecas. Posteriormente, em Curitiba (PR), obtem seu pior resultado em uma prova de '24 horas' no Brasil: décimo quinto geral.
E, fazendo a sua sétima prova de '24 horas' debuta na Argentina, em Puerto Madryn, com 143,127 kms. Décimo-terceiro lugar.
Em 2006, Holanda, Stein, e Argentina, Puerto Madryn de novo - duas provas de '24 horas', com 133,869 kms e 134,094 kms, quadragésimo-quinto e décimo-oitavo lugares, respectivamente. Um ano de somente sete (7) eventos.
Em 2007, patrocínio em baixa. Ainda assim, dezesseis (16) competições são feitas: uma média de uma corrida a cada dezesseis (16) dias. Nada de Europa. Argentina sim; e duas (2) vezes: duas provas de '24 horas': Venado Tuerto (140,07 kms e um décimo lugar geral, em meio a um frio de quatro graus na madrugada e roupa de frio emprestada) e San Pedro, onde, com 161,482 kms, melhora sua marca, obtendo um sexto lugar geral e um primeiro, dentre os seis (6) brasileiros na prova. Recebe, da Prefeitura Municipal de Acaraú, um apoio de R$ 400,00, na qualidade de representante daquela municipalidade no evento.
Em 2008, mais dezesseis (16) competições: uma média de uma corrida a cada dezenove (19) dias. O carnaval de 2008 traz uma inserção diferente. Na Cordilheira dos Andes, consegue um oitavo lugar, marcando 12'10'08, numa prova de 92 kms, metade subindo e metade descendo (largada em Santiago - subida ao Valle Nevado - chegada em Santiago). Mais a frente - em maio, novamente com um apoio de R$ 300,00, na qualidade de representante daquela municipalidade no evento, da Prefeitura Municipal de Acaraú -, encara sua décima prova de 24 horas, em Torrejón de Ardoz, Madri, Espanha.
Em 2009, mais doze (12) eventos. Infelizmente, nenhuma maratona! Eis uma atipicidade concomitantemente triste e revoltante: é o primeiro ano, desde 2001, em que não corre nenhuma vez os 42.195 ms.
As maratonas são mantidas e hão de permanecer de pé. Formam um especial capitulo à parte. Catorze provas no período 2002/2009 - todavia, sem qualquer foco de resultado (quem corria com frequência essa prova abaixo de 3 hs, hoje, ao fazer 3'12''58 - Punta del Este, setembro/2008 - sente-se muy contente).
Igualmente, também são mantidas - e até ganham força - as meia maratonas, complementando esse capítulo à parte, uma vez que - mesmo totalmente fora da sua especificidade, na atualidade - foram elas corridas vinte vezes nos tais sete anos.
Por outro lado, provas menores, a título de treinabilidade, uma vez permanecendo o apoio da Expresso Guanabara, também continuarão mantidas.
Em 2010 - ano especial por ser o de NÚMERO 30 em sua carreira -, Pangaré, como em 2009, planeja doze eventos, na dependência, é claro, do alavancamento de novos apoiadores. Acentue-se que seus patrocinadores fixos na temporada passada renovaram seu apoio para a atual: Prefeitura de Fortaleza, Construtora Marquise e Expresso Guanabara. Em 14/03, fez sua estréia na temporada 2010, na Corrida de São José em Juazeiro do Norte/CE; três dias depois, encarou a Corrida Cidade de Aracaju, na capital sergipana. Seu terceiro evento aconteceu em Juazeiro/BA, na Meia Maratona Tiradentes. Em 2002, 2003, 2004 e 2008, ele já havia corrido essa prova.
Por outro lado, a Meia Maratona de Fortaleza - que, em 2009, se configurara em sua primeira competição na temporada -, no dia 25/04, foi seu evento de número 4.
No dia 30/04, ele segue para sua quarta intervenção na Maratona de São Paulo:  3'32''49. Em 2001, 2002 e 2007, tambémm estivera na prova.
No final de maio (dias 29 e 30), ele repetiu uma dobradinha de 2007 em Maceió: Corrida das Indústrias - 10 kms (39'27) - e Corrida dos Garis - 5 kms (19'30).
Em junho, foram dois eventos: Corrida do Fogo - 7,45 kms  (31'02)- em Currais Novos/RN e Corrida da Fogueira - 8,4 kms (30'50) - em Baturité/CE.
Em julho, antes do embarque para o Rio de Janeiro, a Corrida da Fogueira, - 10 kms (39'49) - sua décima competição no ano, na cidade de Campina Grande/PB.
Por fim, segue no dia 13 de julho, para sua nona intervenção na Maratona do Rio (1985, 1986, 1991, 2003, 2005, 2006, 2007 e 2008). Correu muito próximo do que, em maio, havia feito em São Paulo: 3'34''11.
Desse modo, Pangaré chega para o "AROUND FORTALEZA" na sexta-feira, 30 de julho, com uma média de UMA COMPETIÇÃO A CADA 11 DIAS, fato que, se, por um lado, ilustra uma treinabilidade impecável para essa tentativa de dar uma volta correndo na capital cearense, por outro, de igual modo, denota uma considerável sobrecarga músculo-esquelética.

Em 2011, mais doze (12) eventos, três dos quais, maratonas. No período, apenas uma ultramaratona foi corrida.
Em 2012, mais doze (12) eventos, quatro dos quais, maratonas. No períopenas uma ultramaratona foi corrida.
Em 2013, mais doze (12) eventos, seis dos quais, maratonas. No período, duas ultramaratonas foram corridas.
Em 2014, mais catorze (14) eventos, seis dos quais, maratonas. 
No período, três ultramaratonas foram corridas.
Em 2015, mais doze (12) eventos, dos dos quais, maratonas. No período, duas ultramaratonas foram corridas.
Em 2016, mais doze (12) eventos, um dos quais, maratona. No período, três ultramaratonas foram corridas.
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